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SISTEMA DE SAÚDE DOS ESTADOS UNIDOS, COMO FUNCIONA?

Conheça um pouco sobre o Sistema de Saúde dos Estados Unidos

O debate político sobre o dever dos Estados Unidos em fornecer ou não cuidados médicos bancados pelo governo existe desde o século XIX.
Em 1854, a ativista Dorothea Dix bolou um projeto de lei que pretendia assegurar saúde pública a todos os cidadãos.
No início do século 20, o ex-presidente americano Theodore Roosevelt tentou implementar um sistema de saúde assegurado pelo governo para todos os cidadãos, isto é, público.
Pessoas abaixo da linha de pobreza e idosos são os únicos beneficiados por serviços gratuitos como o Medicare e Medicaid, que prestam apenas atendimentos mais simples e de emergência.
Se você for internado por três dias e não tiver seguro, terá de desembolsar cerca de US$ 30 mil (aproximadamente R$ 169,5 mil na cotação atual de hoje, segundo o site melhor cambio.com) para pagar a conta do hospital.
Bancado pelo governo federal, oferece atendimento médico para americanos de 65 anos ou mais que tenham contribuído com o pagamento de impostos para a saúde durante seus anos de trabalho.
O sistema também oferece proteção para pessoas com deficiências ou condições que as impeçam de trabalhar, assim como certas doenças terminais.
Parte A – Seguro Hospitalar: Abrange internações hospitalares, cuidados em centros de enfermagem especializados, cuidados paliativos e alguns cuidados de saúde em casa.
Parte C – Planos Medicare Advantage: São os planos de saúde do Medicare oferecidos por uma empresa privada para seus funcionários, incluindo os benefícios das partes A e B.
Diferente do Medicare, que é financiado pela previdência dos Estados Unidos, o Medicaid é bancado pelo governo federal em conjunto com os estados.
Eles reembolsam hospitais e médicos que fornecem tratamento a pessoas que não podem arcar com suas próprias despesas médicas.
governo federal exige que os estados beneficiem certos grupos de pessoas, como famílias de baixa renda e crianças que recebem renda de segurança suplementar do Estado.
Os Estados Unidos adotam o sistema federalista, o que significa que os estados têm bastante autonomia para criar regras e leis próprias.
Portanto, cada estado oferece diferentes tipos de coberturas de saúde e regula o funcionamento dos convênios médicos em seus territórios.
No entanto, grande parte dos americanos não é beneficiada por essa prática e não tem dinheiro suficiente para pagar um convênio.
Os planos empresariais e individuais pagam uma mensalidade fixa para a seguradora, que diz respeito à manutenção do convênio.
Em geral, é preciso pagar uma quantia extra para consultas médicas, exames, tratamentos e outros serviços não incluídos.
Quanto mais cara for a mensalidade fixa, menos o usuário do plano terá de pagar a cada vez que utilizar o convênio.
Por exemplo, se você contratar um seguro cujo “deductible” é US$ 3 mil, significa que a seguradora só começará a cobrir os gastos depois que esses US$ 3 mil iniciais forem gastos.
Se o valor estabelecido for US$7 mil e ele precisar de um tratamento complexo, que custe muito mais caro, a seguradora se encarregará de pagar a diferença.
CONVÊNIO PARTICULAR DE SAÚDE NOS EUA: PRÓS E CONTRAS; Como o sistema de saúde público nos Estados Unidos não contempla toda a população, os cidadãos ficam sem outra opção além de obrigatoriamente contratar um convênio particular para garantir seus cuidados médicos.
Do ponto de vista de mercado, esse é um ponto negativo, pois as seguradoras estabelecem suas próprias condições e, muitas vezes, elas podem ser abusivas.
O Obamacare se propõe a regulamentar parte das práticas, evitando, por exemplo, que as empresas neguem seguro para pessoas com problemas de saúde pré-existentes.
Além disso, muitos estadunidenses deixam de ir ao médico para não gastar – tanto os que não têm convênio, quanto os que têm, pois a cobertura médica oferecida pela empresa privada nunca é completa.
Para aumentar seus lucros, as seguradoras privadas ainda criam planos mais caros, voltados para pessoas com maior poder aquisitivo.
Se o sistema de saúde público atendesse todos os cidadãos, os estadunidenses provavelmente gastariam menos e teriam os mesmos direitos, independente da renda de cada um.
Por outro lado, quem contrata um convênio particular tem acesso a instituições de saúde menos lotadas, filas menores e tem o direito de escolher os profissionais com os quais quer se consultar.
Alguns hospitais privados não restringem horários de visita e oferecem quartos individuais, dependendo do plano contratado.
Patient Protection and Affordable Care Act (PPACA ou, em português, “Lei de Proteção e Cuidado Acessível ao Paciente”), conhecido popularmente como Obamacare, tem o objetivo de ampliar o acesso dos americanos a convênios médicos.
A lei foi assinada em março de 2010 e previa que todo cidadão deveria ter seguro de saúde até 31 de março de 2014.
Se mais indivíduos estiverem assegurados, não utilizarão o sistema público ou irão assumir uma dívida milionária quando precisarem usar o hospital.
Além disso, o Obamacare aposta na prevenção: com acesso ao convênio médico, os cidadãos terão meios de cuidar da saúde regularmente, realizando consultas e exames preventivos.
Para garantir o acesso à saúde, o Obamacare ampliou a faixa econômica do Medicaid, atingindo mais 15 milhões de pessoas.
Pessoas com renda mensal até quatro vezes acima da linha da pobreza podem pedir subsídios federais (ajuda financeira) para bancar os custos de planos de saúde.
Empresas com mais de 50 funcionários foram obrigadas a oferecer convênio, enquanto companhias menores puderam solicitar benefícios fiscais em troca de oferecer assistência de saúde.
Funciona como um intermediário entre o indivíduo e a seguradora de saúde, garantindo que o cidadão terá acesso a um convênio que caiba dentro do seu bolso.
Há diversas modalidades de seguro, cujos custos dependem de cinco fatores: idade, renda, tamanho da família, localização e tipo de plano escolhido.
O partido Republicano, que faz oposição ao Democrata (do qual Obama fazia ou faz parte), não concorda que todos os cidadãos sejam obrigados a arcar com um plano de saúde individual.
No final de 2017, o governo retirou o pagamento das taxas para quem não tiver plano de saúde, assim como a obrigatoriedade criada para empresas com mais de 50 funcionários, retirando o convênio para todos os trabalhadores.

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