
Em audiência pública realizada nesta quarta-feira (4) na Câmara Legislativa (CLDF), o Executivo detalhou a proposta do Orçamento do DF para o ano que vem: serão R$ 80,1 bilhões em caixa. A conta vem embalada por um salto de 41% na verba destinada a obras e por uma promessa de fechar as contas da previdência no “zero a zero”.
A reunião foi comandada pelo presidente da Comissão de Economia, Orçamento e Finanças (CEOF), deputado Eduardo Pedrosa (União Brasil), e apresentada pelos técnicos da Secretaria de Economia.
O grande motor dessa receita vem da dobradinha entre a arrecadação própria do Tesouro Distrital e o Fundo Constitucional do DF (FCDF). Juntos, os dois cofres somam R$ 78,1 bilhões — uma alta de 7,7% em relação ao orçamento deste ano. Desse total, R$ 48 bilhões vão para os gastos fiscais e da seguridade social, enquanto R$ 30,3 bilhões vêm da fatia repassada pela União via Fundo Constitucional. O restante do bolo, cerca de R$ 1,9 bilhão, fica com o investimento de empresas estatais.
O grande destaque do projeto é a virada de chave para obras, mobilidade e novos equipamentos públicos. O montante reservado para investimentos vai bater R$ 3,03 bilhões em 2027, um avanço de 41,4% na comparação com o ciclo anterior. As áreas essencias contam com um areserva expressiva : a Educação lidera o ranking de recursos com R$ 17,78 bilhões, seguida de perto pela Saúde, que terá R$ 16,84 bilhões à disposição.
Outro trunfo exibido pela equipe econômica foi a contenção de danos nas contas do instituto previdenciário local. Segundo o subsecretário de Orçamento Público, João Felipe Barros, o texto foi desenhado sob forte ajuste para partir com déficit zerado na Previdência.
O projeto seguirá agora para análise da CEOF, etapa em que os deputados poderão apresentar emendas antes da votação em plenário.
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