O Museu de Arte de Brasília (MAB) possui uma coleção de obras importantes, assinadas por renomados artistas que fizeram história no circuito da arte nacional e internacional. O prédio ambientado às margens do Lago Paranoá, entre a Concha Acústica e o Palácio da Alvorada, foi projetado pela Novacap (Companhia Urbanizadora da Nova Capital) entre 1960 e 1961. Antes de acomodar o museu, o local abrigou vários estabelecimentos comerciais como bar, restaurante, boate, Clube das Forças Armadas e a famosa casa de show Casarão do Samba, onde recebeu grandes artistas musicais na década de setenta.
Em 1985 a Secretaria de Educação e Cultural do Distrito Federal, destinou o lugar ao Museu de Arte moderna e contemporânea. O acervo foi composto por obras doadas. No ano de 1990 o espaço foi interditado por conta das condições insalubres no subsolo, em 1992 receberam uma notificação ordenando o fechamento do local, na época foi argumentado que o lugar não era seguro para guardar e expor obras. Nos anos 2000 o museu passou por uma restauração e voltou às suas atividades, e em 2007 o Ministério Público recomendou que fosse desativado novamente.
No período em que o MAB ficou inativo, o seu acervo esteve na responsabilidade do Museu Nacional da República. O espaço foi reaberto em abril de 2021, com as exposições de Tarsila do Amaral e Orlando Brito.
O monumento é composto por três pavimentos, sendo no térreo o jardim direcionado para mostras permanentes de esculturas da coleção e a galeria espaço 1 para mostras itinerantes. O pavimento superior apresenta as obras permanentes de telas, esculturas, desenhos, fotografias, objetos do acervo, na galeria 2 (mostras temporárias) e sala multiuso. No subsolo fica a reserva técnica.
O acervo das obras do MAB foi formado entre os anos de 1950 a 2001 e reúne uma significativa variedade de técnicas e materiais, caracterizado em quadros, estátuas e ocupações artísticas. O complexo do museu tornou-se um bem cultural para a cidade representado por grandes artistas, como Abraham Palatnik, Abelardo Zaluar, Aldemir Martins, Amilcar de Castro, Arcangelo Ianelli, Arthur Luiz Piza, Burle Marx, Clóvis Graciano, Danilo Di Prete, Darel Valença, Edith Behring, Emanoel Araújo, Fayga Ostrower, Fiaminghi, Franz Weissman, Hércules Barsotti, Iberê Camargo, Israel Pedrosa, Jacques Douchez, Liuba Wolf, Lívio Abramo, Lygia Pape, Lothar Charoux, Marcelo Grassman, Maria Bonomi, Mário Cravo Júnior, Thomie Ohtake, Thomaz Ianelli, Ubi Bava, Vasco Prado, Yolanda Mohalyi, Wega Nery, Wilma Pasqualini, entre outros.
*Fabíola Fabrícia é escritora, poeta bilíngue, colunista, antologista e professora graduada em Letras Português/Inglês e Respectivas Literaturas e Pós-graduada em docência do Ensino Superior. A autora tem seis livros publicados, participação em diversas antologias nacionais e internacionais. Foi convidada a apresentar os seus livros na Feira Virtual Internacional Del Libro Centro América, Peru, Chile e Argentina, entre outras.
O post apareceu primeiro em .



