O Marco Zero é o ponto inicial geográfico que delimita o começo da construção de Brasília, tornando-se um importante cruzamento de vias entre os eixos Rodoviário e Monumental. Acima dele é ambientada a Rodoviária do Plano Piloto, onde foi o primeiro terminal urbano da cidade e atualmente um dos eixos de ligação com a Estação Central do Metrô.
O arquiteto e urbanista Lúcio Costa, foi o precursor da obra. Em 1957 concorreu com outros vinte e seis trabalhos apresentados, sendo o vencedor do concurso para o projeto urbanístico de Brasília. O desenho inspirado na cruz ortogonal (sinal usado para “marcar território”), ganhou popularidade devido a simplicidade e criatividade. Por conta da topografia, a cruz central foi posteriormente moldada para o formato de avião.
O traçado dos dois eixos, cruzando-se em ângulos retos, definem o início do desenvolvimento urbano e arquitetônico de Brasília. Os contornos fazem alusão ao sinal na cruz. Uma delas representa o Eixo Rodoviário, das áreas residenciais Asa-Sul e Asa-Norte, e a outra parte retrata o Eixo Monumental que aloca o palácio do Governo Federal e os Ministérios. No centro está localizada a Rodoviária, Torre de TV e os prédios que habitam os órgãos públicos.
O eixo monumental atravessa a rodoviária por nível térreo, em direção a parte central, por esse motivo foi apelidado de “Buraco do Tatu”. A demarcação do Marco Zero simboliza o encontro da cidade planejada, com os arredores periféricos, um verdadeiro contraste entre a arquitetura planejada e a desestrutura arquitetônica das Regiões Administrativas (RAs) do Distrito Federal. A capital foi idealizada pelos modernos que caracterizaram a cidade com os seus monumentos.
Apesar do Marco Zero ser apontado como um ícone relevante da construção de Brasília, o local passou despercebido por muitos anos. O símbolo da estaca de madeira cravada no solo, estava escondido abaixo do antigo piso de concreto e foi redescoberto em 2024. O marco foi reencontrado e desde então anexada uma longa escultura em formato de cruz que fica exposta nas laterais do “Buraco do Tatu”, marcando o ponto preciso do surgimento do Plano Piloto. A obra tem um valor histórico e cultural importante para a cidade e representa a concretização do sonho da nova capital.
Após o local ser reconstituído, a passagem subterrânea se transformou em ponto turístico, atraindo vários visitantes, principalmente aos domingos, quando o Eixão fecha para o lazer, permitindo o trânsito livre dos pedestres na via de aproximadamente 14 km que liga a Asa-Sul e a Asa-Norte.
Fabíola Fabrícia é escritora, poeta bilíngue, colunista, antologista e professora graduada em Letras Português/Inglês e Respectivas Literaturas e Pós-graduada em docência do Ensino Superior. A autora tem seis livros publicados, participação em diversas antologias nacionais e internacionais. Foi convidada a apresentar os seus livros na Feira Virtual Internacional Del Libro Centro América, Peru, Chile e Argentina, entre outras.
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