spot_img

Evento fortalece cadeia do café no DF e amplia debate sobre qualidade e novos mercados

II Encontro da Cafeicultura do Distrito Federal e Entorno reuniu produtores, técnicos e especialistas para discutir manejo, irrigação, comercialização, sucessão rural e protagonismo feminino na atividade

Cerca de 80 pessoas participaram, no dia 14/10, do II Encontro da Cafeicultura do Distrito Federal e Entorno, realizado no Parque Tecnológico de Brasília (Biotic), na Granja do Torto. Promovido pela Emater-DF, em parceria com a Embrapa Café, o evento teve como tema “Pequenas Áreas, Grandes Valores: Caminhos para Produzir Café de Qualidade e Gerar Renda” e reuniu produtores rurais, técnicos, pesquisadores e representantes de instituições parceiras.

Durante a abertura, o presidente da Emater-DF, Cleison Duval, destacou o potencial da cafeicultura como alternativa para geração de renda, agregação de valor e desenvolvimento. Segundo ele, a consolidação da atividade passa pela atuação integrada entre produtores, assistência técnica, instituições de pesquisa e parceiros públicos, com investimentos em tecnologia, irrigação e acesso a mercados.

Cleison Duval, presidente da Emater-DF

“Temos um mercado consumidor de cerca de três milhões de pessoas no DF, além de toda a Ride, com boa renda per capita. Isso representa uma grande oportunidade para os nossos produtores. O papel da Emater-DF é ajudar a transformar esse potencial em renda, fortalecendo a cadeia do café, buscando soluções como o acesso à irrigação e criando condições para que a produção chegue cada vez mais qualificada ao mercado. Temos trabalhado com muito compromisso para abrir oportunidades”, afirmou Cleison Duval.

A chefe-adjunta de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Café, Priscila Grynberg, ressaltou que um dos principais desafios é transformar o potencial produtivo da região em uma cadeia de excelência, capaz de gerar maior valor para quem produz. Ela destacou ainda a expressiva participação feminina na atividade. De acordo com diagnóstico da cadeia produtiva, 75% dos cultivos contam com mulheres na gestão ou na operação diária.

Esse protagonismo também motivou a formalização do Subcapítulo Planalto Central da IWCA Brasil, organização que reúne mulheres dos diferentes elos da cadeia do café no Distrito Federal, em Goiás e nos municípios integrantes da Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (Ride-DF).

Para a responsável pela Cadeia Produtiva do Café da Emater-DF, Adriana Nascimento, a realização do encontro responde diretamente ao desafio de transformar o potencial da cafeicultura regional em resultados concretos para as propriedades rurais.

Adriana Nascimento, responsável pela Cadeia Produtiva do Café da Emater-DF

“Nosso foco é capacitar e instrumentalizar os produtores para o manejo do café em pequenas áreas”, explicou a engenheira-agrônoma. Segundo Adriana, investir na qualidade do produto e na agregação de valor pode tornar a atividade ainda mais atrativa economicamente. “Nossa preocupação é também contribuir para a permanência das famílias no campo. Por isso, é tão importante falar de sucessão rural e protagonismo feminino. Estamos satisfeitos em ver a cafeicultura se consolidando no Distrito Federal de forma moderna, sustentável e socialmente justa”, acrescentou.

A geração de valor na propriedade também foi destacada por Luiz Curado, coordenador da Rota das Frutas da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf).

“Agora é arregaçar as mangas para fazer a geração de riqueza acontecer. Não estamos falando apenas de renda, que muitas vezes serve para pagar as contas, mas de criar condições para que sobre recurso no bolso do produtor, permitindo novos investimentos, mais qualidade de vida e desenvolvimento”, pontuou.

Mulheres e jovens no futuro da cafeicultura

No período da tarde, a engenheira-agrônoma Silvana Novaes, da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), apresentou experiências desenvolvidas com mulheres e jovens ligados à cafeicultura mineira e chamou atenção para a importância da formação de novas lideranças no setor.

Segundo ela, a sucessão rural deve ser entendida de forma mais ampla, indo além da continuidade das atividades dentro da propriedade. “Temos que olhar também para a capacitação de lideranças no meio institucional”, observou.

Silvana lembrou que ainda existe um longo caminho para ampliar a participação feminina nos espaços de liderança da cafeicultura. “Dos 304,5 mil estabelecimentos rurais de café no país, 40,3 mil são capitaneados por mulheres, ou seja, pouco mais de 13%”, apontou. Para a especialista, a participação de mulheres e jovens pode trazer novas perspectivas para os negócios rurais. “As mulheres, assim como os jovens, são agentes de mudança”, afirmou.

Café no Distrito Federal

Atualmente, o Distrito Federal conta com cerca de 172 produtores de café, que cultivam principalmente variedades da espécie arábica. A atividade ocupa pouco mais de 419 hectares e, em 2025, alcançou produção aproximada de 830 toneladas do grão.

O post Evento fortalece cadeia do café no DF e amplia debate sobre qualidade e novos mercados apareceu primeiro em Jornal do Planalto.

Get in Touch

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

spot_img

Related Articles

spot_img

Fique conectado

21,960FãsCurtir
2,507SeguidoresSeguir
22,900InscritosInscrever

Últimas Notícias