
Corporação já recebeu 58 viaturas e prevê entregar outras 57 até o fim de 2026; entre as aquisições estão 33 novas ambulâncias
O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) está renovando mais da metade de sua frota operacional. Ao todo, 115 novos veículos estão sendo incorporados à corporação, o equivalente a 53% do atual conjunto de viaturas utilizadas nas operações de emergência. Desse total, 58 já foram entregues e outras 57 têm previsão de chegar até o fim deste ano.
Entre os equipamentos que começam a reforçar as unidades estão 33 novas Unidades de Resgate (UR), usadas no atendimento pré-hospitalar. A distribuição das ambulâncias para as unidades operacionais começa nesta quarta-feira (23).
A renovação também inclui veículos destinados a diferentes tipos de ocorrência. Estão previstas duas embarcações cabinadas de grande porte, nove caminhonetes, sete Auto Bomba Tanque e Salvamento (ABTS), além de 20 motocicletas de 850 cilindradas e outras 15 de 300 cilindradas.
Também fazem parte do pacote quatro Unidades de Resgate adaptadas para acolhimento e transporte de mulheres vítimas de violência.
A ampliação da frota ocorre em um cenário em que as viaturas de emergência são submetidas a uso intenso. Além dos deslocamentos frequentes, os veículos carregam equipes e equipamentos, circulam por diferentes tipos de terreno e enfrentam condições variadas de clima, com sucessivas acelerações e frenagens. A rotina aumenta o desgaste e exige manutenção constante.
A estratégia do CBMDF prevê, portanto, não apenas a compra de veículos novos, mas um ciclo permanente de gestão da frota, que inclui aquisição, manutenção, operação, reserva, substituição e retirada de circulação. O planejamento faz parte do ciclo estratégico da corporação para o período de 2025 a 2030.
A renovação terrestre se soma aos reforços incorporados no ano passado. Em 2025, o CBMDF recebeu o helicóptero Resgate 08 e o avião Resgate 09, ampliando a estrutura disponível para operações de salvamento, transporte e apoio, inclusive em missões fora do Distrito Federal.
Quando chegam ao fim da vida útil, os veículos são encaminhados para leilão conforme os procedimentos administrativos. Os recursos obtidos retornam à corporação e podem ser destinados a novos investimentos.
Na prática, a renovação busca manter um número maior de viaturas disponíveis para o atendimento das ocorrências e reduzir o impacto das interrupções provocadas por manutenção. Para uma estrutura que depende de deslocamentos rápidos, a idade e a disponibilidade da frota acabam sendo parte importante da capacidade de resposta às emergências.
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