Segurança do DF amplia capacitação para casos de pessoas desaparecidas

Policiais civis e militares, bombeiros e servidores da segurança pública do Distrito Federal estão passando por uma capacitação específica para lidar com casos de desaparecimento de pessoas. O treinamento aposta na integração entre diferentes órgãos para tornar mais eficiente o atendimento, desde o primeiro contato até a tentativa de localização.

A segunda edição do Curso de Atenção Humanizada ao Desaparecimento de Pessoas começou nessa segunda-feira (17/8) e segue até 28 de agosto. A formação é promovida pela Secretaria de Segurança Pública do DF (SSP-DF), por meio da Subsecretaria de Integração de Políticas Públicas de Segurança (Subisp).

Um dos pontos trabalhados durante a capacitação é justamente o primeiro contato com quem procura ajuda. Além dos procedimentos adotados na busca, os participantes recebem orientações sobre acolhimento de familiares, escuta qualificada e garantia de direitos.

A programação reúne integrantes da Polícia Militar (PMDF), da Polícia Civil (PCDF), do Corpo de Bombeiros Militar (CBMDF) e servidores da SSP-DF.

Busca pode passar por hospitais, abrigos e ruas

O trabalho para encontrar uma pessoa desaparecida pode exigir informações espalhadas por diferentes serviços públicos. Registros policiais, atendimentos hospitalares e cadastros da assistência social, por exemplo, podem fornecer pistas capazes de estabelecer a ligação entre quem está sendo procurado e alguém encontrado em situação de vulnerabilidade.

Essa estratégia é utilizada pelo Programa de Localização e Identificação de Desaparecidos (Plid), do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). O sistema permite reunir e cruzar dados de diferentes instituições, inclusive para auxiliar na identificação de pessoas sem documentos ou registro civil.

Na prática, o cruzamento pode ajudar a descobrir se uma pessoa procurada pela família deu entrada em um hospital, foi encaminhada para um abrigo ou está vivendo nas ruas sem que os parentes saibam onde ela se encontra.

A promotora de Justiça Polyanna Silvares de Moraes Dias, gestora do Plid e assessora de Políticas Institucionais do MPDFT, participou da abertura do curso. Ela defendeu que ocorrências dessa natureza sejam enfrentadas por uma rede de órgãos, e não de maneira isolada.

A avaliação é de que as forças de segurança ocupam uma posição estratégica nesse processo por estarem entre os primeiros serviços públicos acionados diante de um desaparecimento e também por manterem contato frequente com pessoas em situação de vulnerabilidade.

No Distrito Federal, esse trabalho é articulado pela Política Distrital de Atenção Humanizada ao Desaparecimento de Pessoas e pela Rede Integrada de Atenção Humanizada ao Desaparecimento de Pessoas, coordenadas pela SSP-DF.

Também estiveram na abertura da capacitação a secretária executiva Institucional e de Políticas de Segurança Pública, Regilene Siqueira; o defensor público Thiago Kalkmann; o coordenador de Repressão a Homicídios e de Proteção à Pessoa, Wislei Salomão; e a representante da Subisp, tenente-coronel Larissa de Jesus.

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