Raimundo Ribeiro diz que não há risco de racionamento no DF e cobra uso racional da água

Nesta sexta-feira, 4 de setembro, o presidente da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa), Raimundo Ribeiro, participou do programa Vozes da Comunidade. Na ocasião, trouxe informações de qualidade à população que acompanha a atração apresentada pelo jornalista Toni Duarte.

O Vozes da Comunidade tem sido um canal que fomenta o debate plural e a disseminação de informações que fazem parte do cotidiano do brasiliense, num formato multimeios, com transmissão ao vivo todas as sextas-feiras, às 10h, pelo canal @VozesdaComunidadeFM, e retransmissão por rádios comunitárias do DF e Entorno.

Perguntado sobre a situação atual dos principais mananciais que abastecem a capital, Raimundo Ribeiro afirmou que o cenário é de “relativa tranquilidade” quando comparado ao mesmo período de 2025. Segundo ele, o reservatório do Descoberto está com 85,3% de sua capacidade, enquanto o de Santa Maria registra 92,2% — patamares que, de acordo com o presidente da Adasa, colocam o Distrito Federal em estado hidrológico classificado como “verde”.

O presidente destacou ainda que o abastecimento de água hoje alcança 99% da população do DF e fez questão de comparar os números com os do ano anterior, quando os reservatórios operavam com volumes bem menores: cerca de 8% a menos no Descoberto e 21% a menos em Santa Maria. Para Ribeiro, essa diferença “pode trazer tranquilidade”, mas não deve significar acomodação.

Apesar do quadro mais favorável, Raimundo Ribeiro foi enfático ao afirmar que a água “é um bem finito” e defendeu que a mudança de comportamento da população precisa ser permanente, e não apenas uma resposta a momentos de escassez. Ele fez questão de diferenciar economia de uso racional, defendendo que o objetivo não é simplesmente economizar, mas utilizar a água “de um modo bastante racional”, permitindo múltiplos usos do recurso.

O presidente da Adasa também descartou, por ora, qualquer cenário de racionamento no Distrito Federal. Segundo ele, não há hoje um quadro de crise à vista, embora reconheça que o clima é uma variável de difícil previsibilidade. Ainda assim, ele ressaltou que o trabalho da agência é contínuo e preventivo, e não reativo: “Nós temos que prevenir”, afirmou, ao explicar que a Adasa trabalha com cenários que se estendem até 2050 para antecipar possíveis dificuldades no abastecimento.

Ribeiro fez questão de resgatar a crise hídrica enfrentada pelo Distrito Federal entre 2016 e 2018, no governo Rollemberg, classificando o episódio como algo que “podia ter sido evitado” caso medidas preventivas tivessem sido adotadas em tempo hábil. Para o presidente da Adasa, o aprendizado daquele período reforça a necessidade de que a capital, autodenominada por ele “berço das águas”, não volte a viver uma situação semelhante.

Acompanhe ao Vozes da Comunidade na íntegra:

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