Mesmo silencioso, o câncer de rim pode ser identificado precocemente com exames de rotina

No Dia Mundial de Conscientização da doença, urologista orienta a população sobre fatores de risco, sintomas e formas de prevenção
Por Giovanna Inoue
O câncer de rim costuma evoluir de forma silenciosa e, na maioria dos casos, só apresenta sintomas quando a doença já está em estágio avançado. Por isso, exames de rotina podem fazer toda a diferença para identificar o problema precocemente e aumentar as chances de tratamento. O alerta é do urologista do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), Guilherme Coaracy, neste Dia Mundial de Conscientização do Câncer de Rim, celebrado nesta quinta-feira (18).
Segundo o especialista, muitos tumores são descobertos durante exames de imagem realizados por outros motivos, antes mesmo de o paciente perceber qualquer alteração. Quando os primeiros sintomas aparecem, a doença geralmente já está em estágio avançado.
“Quando o corpo começa a apresentar os sintomas, significa que ele já está em estado avançado”, explica.
Foi exatamente assim que Carolina*, de 62 anos, descobriu a doença. Sem histórico de problemas renais, ela não imaginava que os sintomas estivessem relacionados ao câncer.
“Nunca tinha tido problemas no rim antes, então nem desconfiei. Comecei a sentir uma dor muito forte no abdômen e ter sangue na urina, então minhas filhas decidiram me trazer para o hospital”, relembra.
A paciente está internada no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), onde será submetida a um procedimento cirúrgico.
Além da detecção precoce, Guilherme Coaracy destaca a importância da prevenção.
Tabagismo, sedentarismo, alimentação não balanceada e consumo de álcool estão entre os principais fatores de risco para a doença. A predisposição genética também merece atenção. Em pessoas com histórico familiar, a recomendação é manter acompanhamento médico periódico.
O principal tratamento para tumores malignos é a cirurgia. Entre 2024 e 2025, o HBDF realizou 122 procedimentos para tratamento de câncer de rim.
“Quando se retira o nódulo, você garante que ele não evolua e nem se espalhe. Dependendo do tamanho e da localização, é preciso retirar todo o rim, e o paciente pode ou não precisar de diálise depois”, detalha.
O Hospital de Base é referência no Distrito Federal para cirurgias urológicas, incluindo o tratamento do câncer de rim. Em caso de suspeita, a orientação é procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para avaliação médica. Se houver confirmação da doença, o paciente poderá ser encaminhado para atendimento especializado na unidade.
*Nome fictício para preservar a identidade da paciente.

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