O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) fez um comentário, nesta quarta-feira (29/10), sobre uma publicação na rede X que afirmava “não adiantar matar 60 traficantes se, no dia seguinte, já tiver outros 120”. Nikolas afirmou, então, que é “só matar os outros 120”.
A interação ocorreu após megaoperação policial realizada, nessa terça-feira (28/10), no Rio de Janeiro, já contabilizar pelo menos 119 mortos e 113 presos. A operação é considerada a mais letal da história do estado.
Mais cedo, a Defensoria Pública do Rio de Janeiro havia informado que a operação deixou 132 mortos.
Megaoperação
- Pelo menos 119 pessoas foram mortas durante a megaoperação contra o Comando Vermelho deflagrada na manhã dessa terça-feira (28/10) no Rio de Janeiro.
- Entre os mortos, há quatro policiais – dois civis e dois militares.
- Segundo o governo, o objetivo da operação era de desarticular a estrutura do Comando Vermelho (CV), principal facção do tráfico no estado, e apreender fuzis que a organização criminosa portava.
- A operação é considerada a mais letal da história do Rio. De acordo com o governador, quatro policiais foram mortos por “narcoterroristas durante a Operação Contenção” em um dia considerado histórico no enfrentamento ao crime organizado para Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ).
O internauta afirmou que o problema do tráfico de drogas é mais profundo e “envolve questões sociais, educacionais e estruturais”.
Corpos enfileirados na Praça São Lucas
Tercio Teixeira/Especial Metrópoles
Cadáveres serão recolhidos
Tercio Teixeira/Especial Metrópoles
Megaoperação no Rio deixa mais de 64 mortos
Tercio Teixeira/Especial Metrópoles
Cadáveres foram deixados na Praça São Lucas, na Penha
Morador retira cadáveres após megaoperação das forças de segurança no Rio
corpos na praça da Penha, no Rio de Janeiro
Tércio Teixeira/ Especial para o Metrópoles
Fuzis apreendidos em megaoperação no Rio de Janeiro
Reprodução/PMRJ
Cerca de 2.500 agentes das policias civil e militar participam nesta terca-feira (28) da “Operacao Contencaoî nos complexos da Penha e do Alemao, Zona Norte do Rio
GBERTO RAS/Agencia Enquadrar/Agencia O Globo
“Não adianta matar 60 traficantes se, no dia seguinte, já tiver outros 120 para ocupar o mesmo lugar. Traficante não deixa de ser traficante só porque está morrendo. O problema é bem mais profundo, e envolve questões sociais, educacionais e estruturais. Mas os extremistas não entendem”, argumentou o internauta.
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O parlamentar repostou a publicação e afirmou que a solução é “matar os outros 120”.