Defesa de Bolsonaro pede autorização para visita de Flávio

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu, nesta sexta-feira (19/12), autorização para que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) possa visitar o pai na cela que ele ocupa na superintendência da Polícia Federal, em Brasília.

O pedido para a visitação do senador ocorre após Moraes autorizar, nesta quinta-feira (18/12), que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro possa visitar o marido de forma permanente.

Moraes concordou com o pedido da defesa e, com a autorização, Michelle poderá fazer visitas às terças e quintas-feiras, das 9h às 11h, pelo prazo de 30 minutos — conforme autoriza a portaria da PF. Os horários devem ser contrários aos dos filhos.

O pedido da defesa sustentava que, como Michelle visita o companheiro todas as semanas, a autorização permanente evitaria a repetição de petições no processo. Entretanto, para os demais visitantes, como filhos, irmãos, familiares e amigos, deverá ser seguido o mesmo protocolo adotado anteriormente.

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Além de autorizar Michelle em visita permanente, Moraes autorizou a visita do cunhado Eduardo Antunes Torres para o dia 23 de dezembro. É ele o responsável por levar, quase todos os dias, comida ao ex-presidente na PF — toda a alimentação é vistoriada pelos agentes.

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Jair Bolsonaro e Flávio Bolsonaro

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Atualmente, Bolsonaro está preso em Brasília

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O ex-presidente Jair Bolsonaro

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Cartas

Além de conceder visitas, Moraes determinou que cartas e encomendas encaminhadas à superintendência da PF em Brasília sejam entregues ao ex-presidente.

Na mesma decisão, proferida na tarde desta quinta-feira (18/12), Moraes afirmou que a PF deve receber todas as cartas e encomendas enviadas a Bolsonaro, mas que o material precisa passar por inspeção preliminar de segurança.

Após essa etapa, os itens devem ser entregues ao ex-presidente — com exceção daqueles considerados proibidos.

Esses e outros materiais encaminhados ao ex-chefe do Palácio do Planalto poderão, também, ser entregues à família de Bolsonaro, que cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão em decorrência do processo da trama golpista.

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