Campanha eleitoral movimenta a UnDF e coloca permanência estudantil no centro do debate

A campanha eleitoral para a escolha da nova Reitoria da Universidade do
Distrito Federal tem ganhado força nos últimos dias e já movimenta docentes,
estudantes e técnicos administrativos em diferentes espaços da instituição.

Entre conversas nos campi, publicações nas redes sociais e articulações internas, a disputa
começa a revelar algo maior do que a escolha de nomes: está em jogo o projeto de
universidade que a comunidade deseja construir para os próximos anos.

A Chapa Avança UnDF, composta pelas candidatas Ângela Barros e Danúbia
Teixeira, tem como eixo político a ideia de unir, valorizar e avançar. A chapa tem
buscado apresentar uma campanha marcada pela escuta e pela defesa de pautas
concretas. No centro das propostas aparecem temas sensíveis para a comunidade
universitária, como permanência estudantil, valorização da carreira docente,
fortalecimento dos técnicos administrativos, consolidação dos campi e ampliação da
participação nos processos decisórios.

Entre os estudantes, uma das pautas que mais mobiliza o debate é o Restaurante
Universitário. A chapa tem defendido que RU não é luxo, nem promessa distante. É
política de permanência. Em uma universidade pública ainda em fase de consolidação, a
alimentação aparece como condição material para que muitos estudantes consigam
seguir estudando. Enquanto a estrutura definitiva não se concretiza, a proposta de
auxílio alimentação surge como medida de transição, embora a expectativa da
comunidade vá além: há uma cobrança concreta por respostas institucionais.

Outro ponto recorrente na campanha é a valorização dos servidores. Para
docentes, a discussão passa pela carreira, pela formação continuada, pelo incentivo à
qualificação e pela criação de espaços reais de negociação com o Governo do Distrito
Federal. Já para os técnicos administrativos, a chapa tem sinalizado a necessidade de
reconhecimento institucional, melhores condições de trabalho e participação mais
orgânica na vida universitária.

A campanha também tem apostado na comunicação digital. Nas redes sociais,
vídeos curtos, legendas diretas e materiais visuais procuram traduzir propostas

complexas em linguagem acessível. É uma estratégia necessária, talvez até inevitável,
em uma eleição na qual boa parte da disputa simbólica acontece antes mesmo do voto,
na forma como cada grupo consegue narrar a universidade.

Ainda assim, o desafio é grande. A UnDF vive tensões próprias de uma
instituição jovem, atravessada por disputas políticas, expectativas acumuladas e
cobranças legítimas.

Nesse cenário, a eleição ganha densidade. Uma densidade que não
é sobre vencer, mas de convencer a comunidade de que a universidade pode sair da
instabilidade e construir um caminho mais participativo, mais transparente e mais
comprometido com quem trabalha e estuda nela.

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