Professores da rede pública de ensino participam da primeira pós-graduação da UnDF

Professores da rede pública de ensino do Distrito Federal participaram, nesta segunda-feira (24), da aula inaugural da pós-graduação lato sensu em Práticas Interdisciplinares e Metodologias Ativas no Contexto da Educação Básica, oferecida pela Universidade do Distrito Federal Professor Jorge Amaury Maia Nunes (UnDF). A palestra de abertura abordou o tema “Aprendizagem ativa e colaborativa, para além do conteúdo”, ministrada por Ricardo Fragelli, pesquisador e professor da Universidade de Brasília (UnB).

Para Maria Gabriela Teixeira, professora de Artes do Centro Educacional (CED) 06 de Ceilândia, a especialização na UnDF será uma oportunidade valiosa para o aprimoramento profissional. “É excelente poder nos qualificar e aprimorar nosso trabalho pedagógico. A formação continuada é fundamental para o nosso ofício, e esse curso vem ao encontro das exigências do ensino médio, que demanda interdisciplinaridade e uma maior conexão entre as áreas do conhecimento”, destacou.

Professores da rede pública do DF na aula inaugural da pós-graduação em Práticas Interdisciplinares e Metodologias Ativas no Contexto da Educação Básica, oferecida pela UnDF | Fotos: Bruno Grossi/SEEDF

Já Samella Sampaio, professora do Ensino Fundamental II em Sobradinho, reforçou a importância de seguir aprendendo ao longo da carreira. “É essencial que a gente continue o nosso processo de aprendizagem, sem se limitar apenas à graduação. A formação continuada nos ajuda a romper vícios adquiridos em sala de aula e a aprimorar a forma como nos relacionamos com os alunos. Além disso, estudar em um ambiente universitário diverso, com diferentes ideias e metodologias, amplia a nossa visão e qualifica a nossa prática pedagógica”, pontuou a docente.

As inscrições para o curso foram lançadas em janeiro pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação da UnDF, que ofertou 42 vagas a professores da rede pública do DF e aos demais profissionais da educação com formação em licenciatura. Das 42 vagas, 22 foram reservadas para os professores da SEEDF. A coordenadora da especialização, professora Emanuelle Santos, destaca o impacto do curso na formação dos educadores da rede pública.

Para Maria Gabriela Teixeira, professora de Artes do CED 06 de Ceilândia, a especialização na UnDF será uma oportunidade valiosa para o aprimoramento profissional

“A formação continuada é de suma importância, uma das missões da Universidade do Distrito Federal – uma semente que pode trazer grandes frutos para a nossa sociedade. A grande perspectiva é de que realmente possa ser algo inovador, que possa somar e unir esforços a toda essa caminhada que os professores já vêm trilhando dentro da Secretaria de Educação. A ideia é abrir possibilidades, mergulhar nesse universo das metodologias ativas e trazer uma nova roupagem para a educação no Distrito Federal”, afirmou.

Metodologias premiadas

A iniciativa tem como objetivo formar educadores com domínio de práticas inovadoras de ensino, estimulando metodologias que valorizam a interdisciplinaridade e a construção coletiva do conhecimento, tornando as aulas mais colaborativas e atrativas para os estudantes. Durante a palestra inaugural, Ricardo Ramos Fragelli apresentou metodologias ativas que já foram premiadas nacionalmente e vêm sendo aplicadas com sucesso em diferentes níveis de ensino.

Durante a palestra inaugural, Ricardo Ramos Fragelli apresentou metodologias ativas que já foram premiadas nacionalmente

O palestrante ressaltou a importância da interação e do engajamento dos estudantes no processo de ensino. “A aprendizagem ativa e colaborativa vai além do conteúdo. Trata-se de criar ambientes que incentivem a participação, o diálogo e a construção coletiva do conhecimento, permitindo que os alunos sejam protagonistas da sua própria formação”, destacou o doutor em Ciências Mecânicas pela UnB. Fragelli tem ampla trajetória na pesquisa de novas metodologias ativas, reconhecidas nacionalmente e adotadas por professores em diversas instituições de ensino do Brasil.

*Com informações da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF)

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